
Monumento. Ilustração de 14/01/2023 na CTXT
O dia 8 de janeiro de 2023 ficará marcado para sempre no calendário, assim como o dia 6 de janeiro de 2021 ficou marcado pelo ataque ao Capitólio, graças ao fato de que hordas de fascistas, seguidores de Jair Bolsonaro, invadiram a Praça dos Três Poderes, em Brasília, e entraram à força na sede do Congresso, destruindo tudo o que encontravam pelo caminho — incluindo obras de arte — e se comportando como rufiões sem cérebro. Algo normal, levando em conta que são simpatizantes de alguém ainda pior.
Milhares de pessoas, classificadas pelo governo como terroristas, invadiram o Salão Verde da Câmara dos Deputados e também tentaram invadir o Palácio do Planalto. Dos mais de 1.800 detidos, até o momento, apenas 39 serão processados.
Os bolsonaristas exigiam uma intervenção militar e a renúncia de Luiz Inácio Lula da Silva, vencedor das eleições de outubro. Ou seja, pediam o que é conhecido em qualquer lugar como um golpe de Estado. Assim é a extrema direita: o que não consegue com a força de vontade, sempre quer roubar pelas armas.
Alguns dias depois, as autoridades brasileiras encontraram um rascunho de um golpe de Estado assinado por Bolsonaro na casa do ex-ministro da Justiça e Segurança Nacional, Anderson Torres.
Agora, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) do Brasil incluiu esse plano de golpe de Estado em uma investigação sobre a campanha do ex-presidente Jair Bolsonaro à reeleição.
E Bolsonaro, de seu confortável casebre na Flórida, sabendo que sua carreira política chegou ao fim, tenta recuperar um pouco de terreno e afirma que “lamenta” a invasão dos poderes por parte de seus simpatizantes, classificando-a de “inacreditável”. Com essas declarações, o fascista Bolsonaro ergue mais um monumento, desta vez à hipocrisia.
A imagem de um caipira de chapéu, envolto na bandeira do Brasil e em cima de um móvel no qual está fazendo suas necessidades é a representação gráfica perfeita da extrema direita, aplicável à de qualquer país do mundo.







